Este vídeo é dedicado ao Jorge e ao Vasco.
sábado, 2 de agosto de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Diálogo a solo
Por momentos deixo de escrever temas novos. Por vezes, são momentos cuja unidade de medida podem ser anos. E ontem, de madrugada, confrontei-me com tal facto, visto que já passava mais de um ano desde a última vez que me tinha dado inspiração para o conseguir. E volta a surgir o receio de ter feito desaparecer de vez esta vontade. Após a adrenalina inicial de sentir que perdi alguma coisa, lancei o desafio: chego a casa, agarro num papel e numa caneta e recomeço. Foi este o meu pensamento até chegar a casa, no entanto, confesso que embora tentasse levar já uma ideia pré-concebida do que iria jorrar no papel, tal não sucedeu, pelo menos até entrar em casa.
- E agora?
- Agora, agarra na caneta e começa a escrever.
- Eu não sei como!
- Sabes sim, idiota! Nem que tenhas de escrever acerca da tua falta de criatividade.
- Parece-me ridículo o que acabo de pôr no papel.
- Desde a primeira vez que isto aconteceu que esse é sempre o teu primeiro pensamento.
Já por muitas vezes ouvi dizer que a inspiração surge de lugares que a transmitem, ou que pelo menos a facilitam. No meu caso deverão ser lugares comuns a qualquer apartamento, desde a casa-de-banho na qual ouvimos os autoclismos dos vizinhos a descarregar até ao quarto que teima em manter-se desarrumado.
Por mais uma vez sinto-me temporariamente realizado. E desta vez o choque foi tão grande que dele resultaram dois novos temas que um dia poderão tornar-se canção.
- E agora?
- Agora, agarra na caneta e começa a escrever.
- Eu não sei como!
- Sabes sim, idiota! Nem que tenhas de escrever acerca da tua falta de criatividade.
- Parece-me ridículo o que acabo de pôr no papel.
- Desde a primeira vez que isto aconteceu que esse é sempre o teu primeiro pensamento.
Já por muitas vezes ouvi dizer que a inspiração surge de lugares que a transmitem, ou que pelo menos a facilitam. No meu caso deverão ser lugares comuns a qualquer apartamento, desde a casa-de-banho na qual ouvimos os autoclismos dos vizinhos a descarregar até ao quarto que teima em manter-se desarrumado.
Por mais uma vez sinto-me temporariamente realizado. E desta vez o choque foi tão grande que dele resultaram dois novos temas que um dia poderão tornar-se canção.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Tecnologias ao serviço do utilizador
Neste caso deverá ser mais ao contrário.
Após algum tempo de utilização, o meu portátil volta a manifestar vontade própria, transformando aquilo que supostamente é branco num cor-de-rosa chuvoso e aleatório.
Como é lógico, poderei a qualquer momento telefonar para a assistência técnica para me resolverem o problema, deixando indefinido o tempo para a resolução do problema (lembro que já o tive de enviar uma vez pelo mesmo problema, e passado algum tempo, voltou a mostrar os mesmos problemas).
Isto para não falar da quantidade de vezes que me perguntam: "O que é que se passa com o teu computador?"
E pela milésima vez explico a situação, ao que me aconselham a pedir para solicitar a ajuda da assistência técnica (muito obrigado pela solução, não sei porque ainda não me tinha ocorrido tal astúcia).
Resumindo e concluindo, terei novamente de entrar em contacto com a assistência técnica, e durante a intervenção irei ser atendido por alguém que me irá sugerir imediatamente que faça uma restauração do sistema, mesmo após eu dizer que o problema não diz respeito a qualquer software que possa ter instalado, pois desde o primeiro momento que o ligo, lá se encontra o imponente cor-de-rosa chuvoso. Sou ainda alertado que não poderão accionar a assistência técnica se não efectuar este passo. Pacientemente, acedo à brilhante solução para mais tarde telefonar novamente, ser atendido por outro indivíduo que me irá perguntar automaticamente se já procedi à restauração do sistema. Após esta situação, irá ser marcada a recolha do meu equipamento, serei solicitado a entrar em contacto com a empresa transportadora, que me irá pedir, digo, exigir um dia inteiro fechado em casa para garantir que o mesmo seja recolhido. Caso suceda como anteriormente, o dia transformar-se-á em dois, com fim-de-semana pelo meio. Para uma empresa que garantia que antes das 18 horas o equipamento seria recolhido, faltavam 20 minutos para as 20 horas do suposto dia de recolha.
Como é natural, e embora me faça falta o conforto do portátil, não estou muito ansioso por proceder novamente a este desenrolar de situações.
Mas isso sou eu.
Após algum tempo de utilização, o meu portátil volta a manifestar vontade própria, transformando aquilo que supostamente é branco num cor-de-rosa chuvoso e aleatório.
Como é lógico, poderei a qualquer momento telefonar para a assistência técnica para me resolverem o problema, deixando indefinido o tempo para a resolução do problema (lembro que já o tive de enviar uma vez pelo mesmo problema, e passado algum tempo, voltou a mostrar os mesmos problemas).
Isto para não falar da quantidade de vezes que me perguntam: "O que é que se passa com o teu computador?"
E pela milésima vez explico a situação, ao que me aconselham a pedir para solicitar a ajuda da assistência técnica (muito obrigado pela solução, não sei porque ainda não me tinha ocorrido tal astúcia).
Resumindo e concluindo, terei novamente de entrar em contacto com a assistência técnica, e durante a intervenção irei ser atendido por alguém que me irá sugerir imediatamente que faça uma restauração do sistema, mesmo após eu dizer que o problema não diz respeito a qualquer software que possa ter instalado, pois desde o primeiro momento que o ligo, lá se encontra o imponente cor-de-rosa chuvoso. Sou ainda alertado que não poderão accionar a assistência técnica se não efectuar este passo. Pacientemente, acedo à brilhante solução para mais tarde telefonar novamente, ser atendido por outro indivíduo que me irá perguntar automaticamente se já procedi à restauração do sistema. Após esta situação, irá ser marcada a recolha do meu equipamento, serei solicitado a entrar em contacto com a empresa transportadora, que me irá pedir, digo, exigir um dia inteiro fechado em casa para garantir que o mesmo seja recolhido. Caso suceda como anteriormente, o dia transformar-se-á em dois, com fim-de-semana pelo meio. Para uma empresa que garantia que antes das 18 horas o equipamento seria recolhido, faltavam 20 minutos para as 20 horas do suposto dia de recolha.
Como é natural, e embora me faça falta o conforto do portátil, não estou muito ansioso por proceder novamente a este desenrolar de situações.
Mas isso sou eu.
domingo, 4 de maio de 2008
Ocupação de tempo
Tenho andado um tanto ou quanto ocupado, dividido e multiplicado em tarefas profissionais e extra-profissionais que me impedem de conseguir uma actualização mais regular deste blog.
De entre as ocupações que mais me tem dado prazer, decidi pegar em alguns temas que toco enquanto retroverse, dar-lhes uma nova capa, e transformá-los numa apresentação pública, uma viagem por vários sentimentos, constantes de uma experiência de vida. É uma espécie de trabalho que irei desenvolver no estabelecimento de ensino no qual lecciono, dependendo da boa vontade e voluntarismo de alguns alunos que demonstram interesse por actividades do género.
Uma boa maneira contrariar a ideia que fui criando de um estabelecimento de ensino ao longo de alguns anos de trabalho.
Entretanto, e sem mais assunto de momento, deixo esta pérola de brilhantismo e de alguma coragem:
Uma boa maneira contrariar a ideia que fui criando de um estabelecimento de ensino ao longo de alguns anos de trabalho.
Entretanto, e sem mais assunto de momento, deixo esta pérola de brilhantismo e de alguma coragem:
quinta-feira, 17 de abril de 2008
A Guitarra
Adoro guitarras.
Mais do que tocar, gosto de as observar, agarrar, passar as mãos pelas cordas e superfície.
Têm o tal não-sei-quê que simplesmente não encontro noutro instrumento.
Mas não me considero um verdadeiro guitarrista.
Não sou capaz de passar horas e horas a aperfeiçoar técnicas que provavelmente estariam descontextualizadas à minha realidade musical.
Aperfeiçoo de acordo com a minha necessidade.
Poderão perguntar-me "para quê tantas guitarras, ainda por cima semelhantes?"
Considero cada guitarra como uma entidade única, e como tal, demonstro o devido respeito.
Sinto maior afinidade com alguns modelos, essencialmente os mais básicos possíveis, contudo com uma grande história por trás. Quem me conhece, sabe que sou um aficcionado do modelo Telecaster.
Comecei a sentir uma enorme afinidade por este modelo desde que em 1997 ouvi pela primeira vez o álbum Grace do saudoso Jeff Buckley.
Vivíamos uma época em que se exigiam guitarras multifacetadas, mais aproximadas a um sistema multi-usos do que a um instrumento com carácter próprio (para muitos, a Telecaster foi, é e será sempre uma guitarra ritmo). Garanto que esta é uma das principais razões para a minha admiração por este modelo, e claro, recomendo para que ouçam com muita atenção o álbum (se é que ainda não o ouviram...). Acho que já seria altura de a marca da guitarra lhe construir um modelo em homenagem, ou será que não o consideram como um grande promotor da sua marca? Ou será que não o consideram como um verdadeiro guitar-hero? Na minha opinião, reúne todas as condições a nível de distinção sonora para lhe ser garantido este tributo, pouco me interessa se concordam comigo ou não.
Durante anos, fui ganhando interesse em perceber todos os componentes e funcionalidades que constituem uma guitarra, ao ponto de me decidir deitar mãos à obra e construir um instrumento que conseguisse reflectir o meu estado de espírito.
Não, não sou nenhum luthier. Sou mais um simples curioso que vai investindo algum do seu tempo para agarrar em peças soltas e, com berbequim, chave de parafusos, ferro de soldar, e um pouco de paciência, tenta recriar a guitarra que já existe no seu pensamento.
Aconselho a experiência a quem pode ter receio. Eu também tive.
Hoje em dia só toco em guitarras que montei ou que simplesmente alterei.
sábado, 5 de abril de 2008
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