A disciplina continua a ser essencial para o ensino:
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Estado de espírito
Embora tenha passado muito tempo desde que actualizei este blog, não há muito a acrescentar.
A crise passou a fazer parte do ordinário, a gripe A tornou-se uma obsessão, continuamos a ouvir (e quase a acreditar) que o absolutismo é democracia.
Respondo rapidamente a cada uma destas três afirmações de uma forma muito pessoal:
Respondo rapidamente a cada uma destas três afirmações de uma forma muito pessoal:
Não me recordo de ouvir alguém satisfeito antes da crise se instalar;
Não me lembro de ver tanta gente a lavar as mãos depois de ir mijar;Não me revejo em nenhuma opção política, por isso, não me queiram encher os ouvidos com conversa de merda.
No Alarms, no Surprises, porra.
~
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Tears In The Sky
Deve ser das canções que mais difícil foi conceber.
Passam hoje onze anos desde o momento que a originou, e logicamente, sempre senti e ainda sinto dificuldade em encarar. Na altura, era capaz de não ligar importância e achar mesmo piroso falar acerca de alguém que parte, visto que destes exemplos está o mundo da música cheio. Logicamente, hoje consigo compreender melhor quem o fez, e a dificuldade que poderá ter tido em expôr os seus sentimentos, porque diga-se de passagem, é necessário coragem. Muita coragem.
Tenho duas referências de canções que o meu pai me deixou, uma numa manhã de Primavera, outra quando decidi aprender a tocar guitarra: Massachussets, dos Bee Gees, e House of The Rising Sun, dos Animals.
Nesse dia, ouvi estes dois temas, exactamente nos momentos nos quais mais estava a precisar de conforto. Coincidência? Talvez, mas de qualquer forma suficiente para conseguir aguentar os momentos seguintes.
Passados mais de três anos, considerei que seria o momento de tentar passar para o papel todos os fantasmas. A letra inicial era bem maior, também mais directa em relação ao que sentia, mas por uma questão de enquadramento e falta de capacidade minha em a transpor musicalmente, acabei por optar em encurtar, com a repetição da frase "everything's alright", tal como o conforto que senti e ainda hoje vou sentindo ao recordar o momento, e também ao senti-lo parcialmente repetido noutras ocasiões cruciais.
Tears in The Sky
Tenho duas referências de canções que o meu pai me deixou, uma numa manhã de Primavera, outra quando decidi aprender a tocar guitarra: Massachussets, dos Bee Gees, e House of The Rising Sun, dos Animals.
Nesse dia, ouvi estes dois temas, exactamente nos momentos nos quais mais estava a precisar de conforto. Coincidência? Talvez, mas de qualquer forma suficiente para conseguir aguentar os momentos seguintes.
Passados mais de três anos, considerei que seria o momento de tentar passar para o papel todos os fantasmas. A letra inicial era bem maior, também mais directa em relação ao que sentia, mas por uma questão de enquadramento e falta de capacidade minha em a transpor musicalmente, acabei por optar em encurtar, com a repetição da frase "everything's alright", tal como o conforto que senti e ainda hoje vou sentindo ao recordar o momento, e também ao senti-lo parcialmente repetido noutras ocasiões cruciais.
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| De Laugh My Tears |
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| De Laugh My Tears |
Tears in The Sky
They say it’s the evening calling
They say it’s you
They think when the wind keeps blowing
They say it’s you
And I won’t forget the tears in the sky
I know life has an end, God knows how I try
I can’t see an end, and I won’t pretend
That everything’s alright
You watch me above, send me your love
And I will be alright
They’re trying to show me something
They show me a foolish meaning
They say it’s you
And I won’t forget the tears in the sky
Please hold me and send the tears I will cry
I can’t see an end, and I won’t pretend
That everything’s alright
You watch me above, send me your love
And I will be alright
Everything’s alright...
They say it’s you
They think when the wind keeps blowing
They say it’s you
And I won’t forget the tears in the sky
I know life has an end, God knows how I try
I can’t see an end, and I won’t pretend
That everything’s alright
You watch me above, send me your love
And I will be alright
They’re trying to show me something
They show me a foolish meaning
They say it’s you
And I won’t forget the tears in the sky
Please hold me and send the tears I will cry
I can’t see an end, and I won’t pretend
That everything’s alright
You watch me above, send me your love
And I will be alright
Everything’s alright...
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Pensamentos
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta
A. Einstein
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Deolinda
Esporadicamente, tenho ouvido o tema na rádio, e consegue aquela proeza de ficar no ouvido, e acabo por dar comigo a repetir "fon fon fon", mesmo sem conhecer o raio da letra. Um momento simples e alegre.
Deolinda - Fon Fon Fon
Olha a banda filarmónica,
a tocar na minha rua.
Vai na banda o meu amor
a soprar na sua tuba.
Ele já tocou trombone,
clarinete e ferrinhos,
só lhe falta o meu nome
suspirado aos meus ouvidos.
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“...Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e o meu coração rendido
só responde - fon-fon-fon -
com ternura e carinho.
Os meus pais já me disseram:
“Ó Filha, não sejas louca!
As Variações de Goldberg
p’lo Glenn Gould é que são boas!”
Mas a música erudita
não faz grande efeito em mim:
do CCB, gosto da vista;
da Gulbenkian, o jardim.
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“... Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e cá dentro soam sinos!
No meu peito - fon-fon-fon -
a tuba é que me dá ritmo.
Gozam as minhas amigas
com o meu gosto musical
que a cena é “electroacústica”
e a moda a “experimental”...
E nem me falem do rock,
dos samplers e discotecas,
não entendo o hip-hop,
e o que é top é uma seca!
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“... Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e, às vezes, não me domino.
Mando todos - fon-fon-fon -
que ele vai é ficar comigo!
Mas ele só toca a tuba
e quando a tuba não toca,
dizem que ele continua;
que em vez de beijar, ele sopra...
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“... Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e é a fanfarra que eu sigo.
Se o amor é fón fón fón
que se lixe o romantismo!
Olha a banda filarmónica,
a tocar na minha rua.
Vai na banda o meu amor
a soprar na sua tuba.
Ele já tocou trombone,
clarinete e ferrinhos,
só lhe falta o meu nome
suspirado aos meus ouvidos.
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“...Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e o meu coração rendido
só responde - fon-fon-fon -
com ternura e carinho.
Os meus pais já me disseram:
“Ó Filha, não sejas louca!
As Variações de Goldberg
p’lo Glenn Gould é que são boas!”
Mas a música erudita
não faz grande efeito em mim:
do CCB, gosto da vista;
da Gulbenkian, o jardim.
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“... Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e cá dentro soam sinos!
No meu peito - fon-fon-fon -
a tuba é que me dá ritmo.
Gozam as minhas amigas
com o meu gosto musical
que a cena é “electroacústica”
e a moda a “experimental”...
E nem me falem do rock,
dos samplers e discotecas,
não entendo o hip-hop,
e o que é top é uma seca!
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“... Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e, às vezes, não me domino.
Mando todos - fon-fon-fon -
que ele vai é ficar comigo!
Mas ele só toca a tuba
e quando a tuba não toca,
dizem que ele continua;
que em vez de beijar, ele sopra...
Toda a gente - fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
“... Que a tuba - fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e é a fanfarra que eu sigo.
Se o amor é fón fón fón
que se lixe o romantismo!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Tenho recordações de criança, num verão quente, numa praia da Arrábida, e de ouvir esta música soar através de colunas de som espalhadas ao longo da linha da praia, criando um eco que quase parecia natural. Lembro-me também de estar com um sorriso idiota na cara, a tentar reproduzir o que ouvia, embora na altura não fizesse a mínima ideia do que Bryan Ferry estava para ali a dizer, simplesmente gostava do que estava a ouvir.
Sempre que volto a ouvir esta música, transporto-me no tempo para aquele momento em que era pequeno, num verão quente, numa praia da Arrábida ouvir através de colunas de som espalhadas ao longo da linha da praia, e continuo com um sorriso idiota na cara.
Open Source
Longe de ser um cromo informático, tenho vindo a conhecer e utilizar cada vez mais programas de código de fonte aberto, que supostamente permitem a qualquer utilizador efectuar as alterações de modo a melhorar o mesmo (diga-se que este não é o meu caso pois não faz parte do meu domínio).
A minha primeira descoberta foi a utilização do Firefox. Por muito que pudesse estar habituado à famosa contrapartida, muito rapidamente me adaptei a este, ganhando em pormenores criados a pensar no utilizador. Dira mesmo que não foi necessária qualquer adaptação ao mesmo. Despertada a curiosidade, acabei tambem por abraçar o Thunderbird, um gestor de contas de e-mail. Hoje em dia não passo sem estes dois.
Mais tarde, descobri o OpenOffice, nova surpresa. Neste momento caminha para a 3ª geração, que possibilitará, entre outras coisas, a edição de documentos em formato PDF. Rapidamente me converti a esta ferramenta de trabalho.
Nos últimos tempos, tenho vindo lentamente a descobrir o Linux, sendo que o grande problema foi seleccionar uma das ofertas que se encontram na internet para download (diria mesmo que há demasiadas opções, razão possivel para que grande parte dos candidatos a utilizador se assustem e recuem). Acabei por seleccionar uma variante do Ubuntu, denominada Ubuntu Studio, orientada para a edição de imagem, som e vídeo. Tal como qualquer outra oferta de Linux, todo o ambiente de trabalho e respectiva apresentação são editáveis, dependendo da necessidade do utilizador, servindo para todos os gostos (desde o mais básico ambiente de trabalho, até aos efeitos visuais de encerramento/abertura de janelas, rotação 3D do ambiente, etc, etc... etc... e etc...). Para cada tipo de aplicação costuma ter pelo menos duas variantes de qualidade muito semelhante, sendo possível a sua instalação apenas com alguns cliques.
A grande falha, dirão alguns, será a nível da possibilidade de instalar alguns jogos. No entanto, e através de um programa denominado Wine, esta falha vai sendo gradualmente encerrada, devido a uma comunidade crescente de utilizadores que vão demonstrando progressos na instalação e utilização de software nativo de Windows em ambiente Linux.
Penso que a melhor maneira de experimentar Linux, sobretudo para os mais cépticos, seja instalá-lo num PC tecnologicamente ultrapassado, e o resto vem com o tempo, visto que a resposta para a maior parte dos problemas de adaptação que possam aparecer provavelmente já têm solução. É uma questão de fazer uma breve pesquisa na Internet.
Lentamente vou aprendendo a utilizar este sistema operativo, que me parece totalmente centrado no utilizador.
Nos últimos tempos, tenho vindo lentamente a descobrir o Linux, sendo que o grande problema foi seleccionar uma das ofertas que se encontram na internet para download (diria mesmo que há demasiadas opções, razão possivel para que grande parte dos candidatos a utilizador se assustem e recuem). Acabei por seleccionar uma variante do Ubuntu, denominada Ubuntu Studio, orientada para a edição de imagem, som e vídeo. Tal como qualquer outra oferta de Linux, todo o ambiente de trabalho e respectiva apresentação são editáveis, dependendo da necessidade do utilizador, servindo para todos os gostos (desde o mais básico ambiente de trabalho, até aos efeitos visuais de encerramento/abertura de janelas, rotação 3D do ambiente, etc, etc... etc... e etc...). Para cada tipo de aplicação costuma ter pelo menos duas variantes de qualidade muito semelhante, sendo possível a sua instalação apenas com alguns cliques.
A grande falha, dirão alguns, será a nível da possibilidade de instalar alguns jogos. No entanto, e através de um programa denominado Wine, esta falha vai sendo gradualmente encerrada, devido a uma comunidade crescente de utilizadores que vão demonstrando progressos na instalação e utilização de software nativo de Windows em ambiente Linux.
Penso que a melhor maneira de experimentar Linux, sobretudo para os mais cépticos, seja instalá-lo num PC tecnologicamente ultrapassado, e o resto vem com o tempo, visto que a resposta para a maior parte dos problemas de adaptação que possam aparecer provavelmente já têm solução. É uma questão de fazer uma breve pesquisa na Internet.
Lentamente vou aprendendo a utilizar este sistema operativo, que me parece totalmente centrado no utilizador.
sábado, 2 de agosto de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Diálogo a solo
Por momentos deixo de escrever temas novos. Por vezes, são momentos cuja unidade de medida podem ser anos. E ontem, de madrugada, confrontei-me com tal facto, visto que já passava mais de um ano desde a última vez que me tinha dado inspiração para o conseguir. E volta a surgir o receio de ter feito desaparecer de vez esta vontade. Após a adrenalina inicial de sentir que perdi alguma coisa, lancei o desafio: chego a casa, agarro num papel e numa caneta e recomeço. Foi este o meu pensamento até chegar a casa, no entanto, confesso que embora tentasse levar já uma ideia pré-concebida do que iria jorrar no papel, tal não sucedeu, pelo menos até entrar em casa.
- E agora?
- Agora, agarra na caneta e começa a escrever.
- Eu não sei como!
- Sabes sim, idiota! Nem que tenhas de escrever acerca da tua falta de criatividade.
- Parece-me ridículo o que acabo de pôr no papel.
- Desde a primeira vez que isto aconteceu que esse é sempre o teu primeiro pensamento.
Já por muitas vezes ouvi dizer que a inspiração surge de lugares que a transmitem, ou que pelo menos a facilitam. No meu caso deverão ser lugares comuns a qualquer apartamento, desde a casa-de-banho na qual ouvimos os autoclismos dos vizinhos a descarregar até ao quarto que teima em manter-se desarrumado.
Por mais uma vez sinto-me temporariamente realizado. E desta vez o choque foi tão grande que dele resultaram dois novos temas que um dia poderão tornar-se canção.
- E agora?
- Agora, agarra na caneta e começa a escrever.
- Eu não sei como!
- Sabes sim, idiota! Nem que tenhas de escrever acerca da tua falta de criatividade.
- Parece-me ridículo o que acabo de pôr no papel.
- Desde a primeira vez que isto aconteceu que esse é sempre o teu primeiro pensamento.
Já por muitas vezes ouvi dizer que a inspiração surge de lugares que a transmitem, ou que pelo menos a facilitam. No meu caso deverão ser lugares comuns a qualquer apartamento, desde a casa-de-banho na qual ouvimos os autoclismos dos vizinhos a descarregar até ao quarto que teima em manter-se desarrumado.
Por mais uma vez sinto-me temporariamente realizado. E desta vez o choque foi tão grande que dele resultaram dois novos temas que um dia poderão tornar-se canção.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Tecnologias ao serviço do utilizador
Neste caso deverá ser mais ao contrário.
Após algum tempo de utilização, o meu portátil volta a manifestar vontade própria, transformando aquilo que supostamente é branco num cor-de-rosa chuvoso e aleatório.
Como é lógico, poderei a qualquer momento telefonar para a assistência técnica para me resolverem o problema, deixando indefinido o tempo para a resolução do problema (lembro que já o tive de enviar uma vez pelo mesmo problema, e passado algum tempo, voltou a mostrar os mesmos problemas).
Isto para não falar da quantidade de vezes que me perguntam: "O que é que se passa com o teu computador?"
E pela milésima vez explico a situação, ao que me aconselham a pedir para solicitar a ajuda da assistência técnica (muito obrigado pela solução, não sei porque ainda não me tinha ocorrido tal astúcia).
Resumindo e concluindo, terei novamente de entrar em contacto com a assistência técnica, e durante a intervenção irei ser atendido por alguém que me irá sugerir imediatamente que faça uma restauração do sistema, mesmo após eu dizer que o problema não diz respeito a qualquer software que possa ter instalado, pois desde o primeiro momento que o ligo, lá se encontra o imponente cor-de-rosa chuvoso. Sou ainda alertado que não poderão accionar a assistência técnica se não efectuar este passo. Pacientemente, acedo à brilhante solução para mais tarde telefonar novamente, ser atendido por outro indivíduo que me irá perguntar automaticamente se já procedi à restauração do sistema. Após esta situação, irá ser marcada a recolha do meu equipamento, serei solicitado a entrar em contacto com a empresa transportadora, que me irá pedir, digo, exigir um dia inteiro fechado em casa para garantir que o mesmo seja recolhido. Caso suceda como anteriormente, o dia transformar-se-á em dois, com fim-de-semana pelo meio. Para uma empresa que garantia que antes das 18 horas o equipamento seria recolhido, faltavam 20 minutos para as 20 horas do suposto dia de recolha.
Como é natural, e embora me faça falta o conforto do portátil, não estou muito ansioso por proceder novamente a este desenrolar de situações.
Mas isso sou eu.
Após algum tempo de utilização, o meu portátil volta a manifestar vontade própria, transformando aquilo que supostamente é branco num cor-de-rosa chuvoso e aleatório.
Como é lógico, poderei a qualquer momento telefonar para a assistência técnica para me resolverem o problema, deixando indefinido o tempo para a resolução do problema (lembro que já o tive de enviar uma vez pelo mesmo problema, e passado algum tempo, voltou a mostrar os mesmos problemas).
Isto para não falar da quantidade de vezes que me perguntam: "O que é que se passa com o teu computador?"
E pela milésima vez explico a situação, ao que me aconselham a pedir para solicitar a ajuda da assistência técnica (muito obrigado pela solução, não sei porque ainda não me tinha ocorrido tal astúcia).
Resumindo e concluindo, terei novamente de entrar em contacto com a assistência técnica, e durante a intervenção irei ser atendido por alguém que me irá sugerir imediatamente que faça uma restauração do sistema, mesmo após eu dizer que o problema não diz respeito a qualquer software que possa ter instalado, pois desde o primeiro momento que o ligo, lá se encontra o imponente cor-de-rosa chuvoso. Sou ainda alertado que não poderão accionar a assistência técnica se não efectuar este passo. Pacientemente, acedo à brilhante solução para mais tarde telefonar novamente, ser atendido por outro indivíduo que me irá perguntar automaticamente se já procedi à restauração do sistema. Após esta situação, irá ser marcada a recolha do meu equipamento, serei solicitado a entrar em contacto com a empresa transportadora, que me irá pedir, digo, exigir um dia inteiro fechado em casa para garantir que o mesmo seja recolhido. Caso suceda como anteriormente, o dia transformar-se-á em dois, com fim-de-semana pelo meio. Para uma empresa que garantia que antes das 18 horas o equipamento seria recolhido, faltavam 20 minutos para as 20 horas do suposto dia de recolha.
Como é natural, e embora me faça falta o conforto do portátil, não estou muito ansioso por proceder novamente a este desenrolar de situações.
Mas isso sou eu.
domingo, 4 de maio de 2008
Ocupação de tempo
Tenho andado um tanto ou quanto ocupado, dividido e multiplicado em tarefas profissionais e extra-profissionais que me impedem de conseguir uma actualização mais regular deste blog.
De entre as ocupações que mais me tem dado prazer, decidi pegar em alguns temas que toco enquanto retroverse, dar-lhes uma nova capa, e transformá-los numa apresentação pública, uma viagem por vários sentimentos, constantes de uma experiência de vida. É uma espécie de trabalho que irei desenvolver no estabelecimento de ensino no qual lecciono, dependendo da boa vontade e voluntarismo de alguns alunos que demonstram interesse por actividades do género.
Uma boa maneira contrariar a ideia que fui criando de um estabelecimento de ensino ao longo de alguns anos de trabalho.
Entretanto, e sem mais assunto de momento, deixo esta pérola de brilhantismo e de alguma coragem:
Uma boa maneira contrariar a ideia que fui criando de um estabelecimento de ensino ao longo de alguns anos de trabalho.
Entretanto, e sem mais assunto de momento, deixo esta pérola de brilhantismo e de alguma coragem:
quinta-feira, 17 de abril de 2008
A Guitarra
Adoro guitarras.
Mais do que tocar, gosto de as observar, agarrar, passar as mãos pelas cordas e superfície.
Têm o tal não-sei-quê que simplesmente não encontro noutro instrumento.
Mas não me considero um verdadeiro guitarrista.
Não sou capaz de passar horas e horas a aperfeiçoar técnicas que provavelmente estariam descontextualizadas à minha realidade musical.
Aperfeiçoo de acordo com a minha necessidade.
Poderão perguntar-me "para quê tantas guitarras, ainda por cima semelhantes?"
Considero cada guitarra como uma entidade única, e como tal, demonstro o devido respeito.
Sinto maior afinidade com alguns modelos, essencialmente os mais básicos possíveis, contudo com uma grande história por trás. Quem me conhece, sabe que sou um aficcionado do modelo Telecaster.
Comecei a sentir uma enorme afinidade por este modelo desde que em 1997 ouvi pela primeira vez o álbum Grace do saudoso Jeff Buckley.
Vivíamos uma época em que se exigiam guitarras multifacetadas, mais aproximadas a um sistema multi-usos do que a um instrumento com carácter próprio (para muitos, a Telecaster foi, é e será sempre uma guitarra ritmo). Garanto que esta é uma das principais razões para a minha admiração por este modelo, e claro, recomendo para que ouçam com muita atenção o álbum (se é que ainda não o ouviram...). Acho que já seria altura de a marca da guitarra lhe construir um modelo em homenagem, ou será que não o consideram como um grande promotor da sua marca? Ou será que não o consideram como um verdadeiro guitar-hero? Na minha opinião, reúne todas as condições a nível de distinção sonora para lhe ser garantido este tributo, pouco me interessa se concordam comigo ou não.
Durante anos, fui ganhando interesse em perceber todos os componentes e funcionalidades que constituem uma guitarra, ao ponto de me decidir deitar mãos à obra e construir um instrumento que conseguisse reflectir o meu estado de espírito.
Não, não sou nenhum luthier. Sou mais um simples curioso que vai investindo algum do seu tempo para agarrar em peças soltas e, com berbequim, chave de parafusos, ferro de soldar, e um pouco de paciência, tenta recriar a guitarra que já existe no seu pensamento.
Aconselho a experiência a quem pode ter receio. Eu também tive.
Hoje em dia só toco em guitarras que montei ou que simplesmente alterei.
sábado, 5 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
In my secret life
Após semanas e semanas a fio nas quais o branco tinha sido substituído por um cor-de-rosa chuvoso no meu mundo informático, fico contente pelo regresso do meu laptop. É novamente um prazer reencontrar-me com o conforto e a liberdade que me vai permitindo. Enquanto escrevia este breve texto, na televisão passava esta canção, que tantas e tantas vezes ouvi no silêncio do meu quarto, e que o tempo e a adaptação a uma nova vida quase me fez esquecer:
Profundo... muito profundo...
quarta-feira, 26 de março de 2008
Humanidade para todos
Ando curioso em descobrir alternativas ao famoso sistema alterativo. Numa pesquisa recente - e perdoem-me se para vós não é novidade - deparei-me com a existência de um sistema operativo, no qual se apresenta como Linux para seres humanos. Tal como a maioria dos utilizadores de pc, e através de alguns entendedores do assunto, já tinha ouvido inúmeras histórias de que o Linux apresentava bastantes vantagens relativamente ao famoso sistema operativo.
Voltando ao primeiro assunto, encontro diversas variantes do mesmo sistema operativo, entre elas uma que me despertou em muito o interesse e a possibilidade de o adoptar para futuros projectos: o Ubuntu Studio. Este apresenta-se como uma suite de aplicações de tratamento de audio e vídeo, num sistema operativo preparado para o efeito, onde destacam o curto intervalo de latência no processamento de sinal sonoro. Para quem já trabalhou em programas do género, sabe como esta característica é fundamental para a utilização e aplicação de situações que vão desde efeitos sonoros a instrumentos virtuais em tempo real.
Fica aqui a sugestão. Quem já utiliza e queira manifestar a sua opinião, ficava extremamente agradecido, podendo fazer inclusive comparações com outros programas aos quais fomos habituados a conhecer e utilizar ao longo destes anos.
Voltando ao primeiro assunto, encontro diversas variantes do mesmo sistema operativo, entre elas uma que me despertou em muito o interesse e a possibilidade de o adoptar para futuros projectos: o Ubuntu Studio. Este apresenta-se como uma suite de aplicações de tratamento de audio e vídeo, num sistema operativo preparado para o efeito, onde destacam o curto intervalo de latência no processamento de sinal sonoro. Para quem já trabalhou em programas do género, sabe como esta característica é fundamental para a utilização e aplicação de situações que vão desde efeitos sonoros a instrumentos virtuais em tempo real.
Fica aqui a sugestão. Quem já utiliza e queira manifestar a sua opinião, ficava extremamente agradecido, podendo fazer inclusive comparações com outros programas aos quais fomos habituados a conhecer e utilizar ao longo destes anos.

terça-feira, 25 de março de 2008
Little Girl Lost Away
O processo foi ao contrário do que se possa imaginar. Primeiro, o registo áudio; Segundo, o registo escrito. Poderia ter sido feito pelo processo contrário, pouco teria importado, pois esta música é um daqueles exemplos em que o todo surge de uma só vez, não há espaço para pensar em letra e só depois na música ou vice-versa. Nestes casos já temos a certeza absoluta do que vai acontecer, como queremos que aconteça, e porque queremos que assim o seja. Dentro de um universo urbano-depressivo, fala acerca da perda da inocência, de uma alma que escurece abruptamente, mergulhando num turbilhão de sentimentos que sabemos que não levarão a lado nenhum. Little Girl Lost Away. Ou simplesmente, Little Girl...
Little girl playing by the fence
The chimneys bursting out of her chest
What's wrong in the afternoon, Why leaving so soon?
The old lady watch her slipping away
She wanted to see much more, then it rains
The soaked eyes appeal to what she feels
She shouts her way and then she leaves
There's nothing more else to call a thief
There's nothing more but rain and soaked prayers
The little girl is lost away
I wish her luck for her journey
The chimneys bursting out of her chest
What's wrong in the afternoon, Why leaving so soon?
The old lady watch her slipping away
She wanted to see much more, then it rains
The soaked eyes appeal to what she feels
She shouts her way and then she leaves
There's nothing more else to call a thief
There's nothing more but rain and soaked prayers
The little girl is lost away
I wish her luck for her journey
segunda-feira, 10 de março de 2008
About this way I feel
Estagnado. Pelo menos a sensação com a qual despertei. Semelhante àquela sensação de já ter vivido este momento diversas vezes: um acordar igual a todos os outros...
Pensei abordar esta música bastante mais tarde, no entanto, decidi obedecer ao meu espírito.
Lembro-me de, algures no ano 2003, o Jorge ter ido a minha casa porque tinha uma ideia para uma linha de baixo, uma sequência que poderia facilmente funcionar em ostinato praticamente durante toda a música, que entretanto começava a surgir. Lembro-me ainda que na altura andávamos a ouvir e descobrir vários exemplos de grupos e artistas em formação de power-trio (guitarra, baixo, bateria), conseguindo intensidades sonoras que supostamente associamos a formações com mais elementos; outro aspecto que nos fascinou foi o facto de não existir espaços para grandes artifícios, nada de grandes e complicados solos instrumentais, funcionando sobretudo à base de riffs de guitarra, linhas melódicas simples, ritmos marcados, e alterações súbitas de intensidades sonoras.
Passaram vários meses desde o momento no qual ficou registada a primeira ideia até ao momento em que finalmente consegui criar um texto que completaria o seu significado. Normalmente, algo que não fica pronto num espaço de dias (no máximo uma semana), acabo por arquivar na maioria das vezes, por considerar que não estou em condições de prosseguir com a ideia. Felizmente, com o About This Way I Feel não sucedeu de tal forma, muito por culpa da insistência que o Jorge me foi fazendo em insistir com esta música. Em breves traços, fala de um estado de demência inexplicável, resultado de uma experiência de vida estagnada com a qual não nos identificamos; deste modo, funciona quase como um grito de alguém que quer quebrar as suas próprias barreiras do que considera correcto e incorrecto (...I wish I was crazy once in a while...).
The union riders went off today
Now the preacher turns in it’s way
Another year, another month, another day...
What should I say about this way I feel?
Now the preacher turns in it’s way
Another year, another month, another day...
What should I say about this way I feel?
Like a cannonball
With nowhere to fall but down on your knees
Careful with my pyrothecnic maze
I wish I was crazy once in a while
All those lazy, hazy, crazy days
All those lazy, hazy, crazy days I was blind!
The flaming station sign I wish I could find
Another time, another place...
What should I dare to say about this way I feel
Another time, another place...
What should I dare to say about this way I feel
Like a crippled beast
Nothing seems to be real about this way I feel
Careful wiht my primitive needs
I wish I was crazy once in a while
All those lazy, hazy, crazy days
All those lazy, hazy, crazy days I was blind!
Nothing seems to be real about this way I feel
Careful wiht my primitive needs
I wish I was crazy once in a while
All those lazy, hazy, crazy days
All those lazy, hazy, crazy days I was blind!
I wish I was crazy once in a while
All those lazy, hazy, crazy days
All those lazy, hazy, crazy days I was blind!
All those lazy, hazy, crazy days
All those lazy, hazy, crazy days I was blind!
sábado, 8 de março de 2008
Nocturno n.º1
Seguem rastos de luz pela rua
vultos escondidos que me perseguem o andar
Imagens soltas numa ténue luz
pequenas estrelas que não sabem brilhar.
Sombra solitária que me consome
a cada passo em que me revejo
Nasce aqui um novo homem
Outro ser que não desejo.
vultos escondidos que me perseguem o andar
Imagens soltas numa ténue luz
pequenas estrelas que não sabem brilhar.
Sombra solitária que me consome
a cada passo em que me revejo
Nasce aqui um novo homem
Outro ser que não desejo.
terça-feira, 4 de março de 2008
Reunião: Moda Primavera / Verão
No estabelecimento de ensino em que exerço funções, solicitaram a minha colaboração para fazer parte da secção de avaliação dos alunos, cujo objectivo essencial é o de fazer um levantamento de dados relativos ao desempenho dos alunos nos diferentes domínios curriculares.
Hoje fiquei, não sei se com razão, extremamente incomodado com o facto de ter sido convocada uma reunião dos vários elementos desta secção, na qual se iriam confrontar os diferentes dados do agrupamento de escolas.
Para meu grande espanto (e repúdio), a grande problemática residia no facto de a coordenadora considerar que era com muita dificuldade que se distinguiam as barras de dados nos diferentes gráficos, sobretudo pensando que os mesmos iriam ser fotocopiados.
Hoje fiquei, não sei se com razão, extremamente incomodado com o facto de ter sido convocada uma reunião dos vários elementos desta secção, na qual se iriam confrontar os diferentes dados do agrupamento de escolas.
Para meu grande espanto (e repúdio), a grande problemática residia no facto de a coordenadora considerar que era com muita dificuldade que se distinguiam as barras de dados nos diferentes gráficos, sobretudo pensando que os mesmos iriam ser fotocopiados.
Resumindo, uma reunião para discutir estética cromática. Tendo sido eu o responsável pela criação dos gráficos referentes à escola onde exerço funções, ainda tentei explicar que, por pré-definição, o software apresenta as cores azul, vermelho e amarelo, e que, supostamente, ao ser fotocopiado o documento será possível distinguir os diferentes dados (escala de cinzento).
Após desistir na minha insistência, alertaram-me que só tinha até amanhã para fazer as devidas alterações.
Não que me tenha dado muito trabalho. O que mais me incomoda é o facto de ter entregue todos os documentos um mês antes desta reunião. Continuamos portugueses, e com orgulho.
... tenho de arranjar maneira de largar definitivamente este ramo, senão qualquer dia começo a dizer que as flautas amarelas têm buracos a mais...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Momento Retroverse
Hoje foi efectuada uma actualização de visual e informação no blog retroverse.
O vídeo que segue foi gravado em 23 de Agosto de 2007, antes do Tiago seguir viagem para o estrangeiro. É uma cover da canção Fake Plastic Trees (Radiohead), com a qual tinhamos por hábito concluir a maioria dos ensaios.
A nostalgia é tramada...
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